« Meilleurs vœux », 1er décembre 2016. Les décorations de fin d'année à Milan, Italie. Crédit Alexis Demoment.

Um a mais!

TRADUZIDO POR MARIA ALEJANDRA PAIXÃO E CATARINA ARANTES GOMES DA SILVA

Quisemos deixar atrás o ano 2015 sonhando com dias melhores. Aqui estamos, agora, quase arrependidos.

O ano 2016 foi um ano que mudou o mundo inteiro. Os três eventos mais significativos foram provavelmente o Brexit, a vitória de Donald Trump e a caída de Alepo. Somente o tempo poderá confirmar ou refutar esta afirmação. Tudo muda e parece fora de controle. Pouco a pouco, a humanidade vai constatando que terá de fazer mudanças radicais. Ou desaparecer.

As consequências começam a ser visíveis. O nosso sonho era viver numa sociedade liberada pelos novos meios de comunicação. Esperávamos que cada um pudesse se expressar, discutir e compartilhar. Porém, foi esse “cada um” que levou um homem racista, misógino e sem nenhuma experiência política a tornar-se líder da primeira potência mundial. Tudo aquilo que definia os nossos valores fundamentais foi questionado. Enquanto para o ocidente a democracia primava, constata-se que não é bem assim e que o povo nem sempre tem razão.

Mas o ano 2017 não chegou somente com maus pressentimentos. Temos de manter o positivismo. Porque o positivismo é a única coisa que nos resta. Continuemos esperando. O que de mais para nos fazer viver, se não a esperança? Para que continuar? Para que continuar com a luta, a luta de defender os nossos ideais, se nem nós mesmos acreditamos mais neles?

A pesar de tudo há também bons augúrios

Ao tentar obstaculizar o seu sucessor, sem nenhum respeito para com a decisão do povo, pode ser que o governo Obama esteja, finalmente, desbloqueando o debate sobre a Palestina. Isto já é fato histórico: os Estados Unidos abandonaram o seu colega hebreu em quanto à questão das colônias na Cisjordânia. A partir de agora, é possível esperar uma atenuação progressiva do conflito israelo-palestino.

Também é o caso da Colômbia, onde o acordo de paz entre o governo e as FARC foi assinado, a pesar da decisão negativa do povo, manifestada por referendo. A nova versão do texto, sendo um pouco alterada e depois adotada bilateralmente, obriga a guerra civil deste país a chegar ao seu fim. Muitos são os colombianos que, depois de ter vivido mais de meio século no meio de um conflito atroz, ainda não perdoam os guerrilheiros. Mesmo assim, os dirigentes parecem atuar juntos pela paz, tão esperada pelo país faz dezenas de anos. Louvável.

O ano 2017 será o que nós decidirmos que seja

Então, o que fazer? Continuar a definhar-se, a viver com medo, a protestar? Ou tentar alcançar tudo o que pareça esperança e não largar? O ano 2017 não vai ser bom nem ruim. Vai ser o que nós quisermos que seja. Nós o veremos como já decidimos vê-lo. E esse é o problema de alguns. As informações vão e vêm, com o fluxo de boas e más notícias. Le Journal International vai continuar a transmitir informação objetiva, séria e sobretudo sincera, para que não tenhamos que sofrer as mudanças deste mundo, e sim iniciá-las todos juntos.

Peguem tudo o que tenham que pegar e embarquem! 2017 já chegou. A equipe de redação deseja a todos um ano feliz e as melhores coisas. Esperamos que os seus projetos, as suas vontades, e tudo mais, poderão se tornar realidade. E acima de tudo, que os acontecimentos nas suas vidas sejam satisfatórios, mesmo sem ser o que vocês tinham esperado no começo.

Foto de capa: “Melhores desejos”. As decorações do Réveillon em Milão, na Itália. 1º de dezembro de 2016. Crédito Alexis Demoment.

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